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História

 

A construção da casa principal, que viria a constituir a Quinta da Picoila, teve início em 1691, por um grupo de padres que possuíam trabalhadores a tomar conta dos terrenos e dos rebanhos existentes.

De geração em geração, neste momento, a Quinta da Picoila já vai na sua quarta geração. Além disso, com o passar dos anos, vieram para aqui outros habitantes, alguns deles, descendentes de antigos trabalhadores da quinta.

Com o tempo, ali construíram as suas casas e, hoje, vivem lá cerca de vinte pessoas.

Esta quinta, tem actualmente mais de 300 anos, tendo sido comprada por Afonso Coutinho Caldeira, natural do concelho de Trancoso, que morava na cidade do Porto. Havia, assim, a necessidade de contratar caseiros que trabalhassem a quinta na sua ausência. E foi, desta forma, que a Quinta da Picoila, muitos anos depois, veio parar à família Rodrigues. Quem primeiro veio para a Quinta, foi João César Rodrigues. Contudo, não conseguindo pagar a renda aos proprietários, estes despediram-no. Acabaria por ficar à frente da Quinta, o avô de Teresa de Jesus Filipe, que acabou por casar com Manuel de Jesus Rodrigues, filho de João César Rodrigues. Na altura, quando ficou à frente da Quinta, Teresa de Jesus Filipe, nascida e criada na Quinta da Picoila, tinha apenas 17 anos e, Manuel de Jesus Rodrigues, também ali nascido e criado, teria 18 anos. Com a morte de Manuel de Jesus Rodrigues, a 28 de Outubro de 1962, aos 68 anos de idade, fica à frente da Quinta da Picoila, o seu filho mais velho, João César Rodrigues, bisneto do primeiro caseiro, também ele João César Rodrigues. A sua mãe, Teresa de Jesus Filipe acabaria por ocupar, com alguns dos seus filhos – os restantes já estavam casados –, uma pequena casa existente nos terrenos da quinta. Essa casa serviu, posteriormente, e durante alguns anos, como depósito de produtos agrícolas e abrigo de animais. Acabaria por falecer, também com 68 anos de idade, a 1 de Agosto de 1965.

Entretanto, o dono da Quinta da Picoila, Afonso Coutinho Caldeira, também ele falecido, passou-a como herança, para o seu filho, Domingos Caldeira do Amaral. Enquanto isso, e durante os anos que João César Rodrigues esteve na Quinta da Picoila, foram realizados alguns contratos com as Minas de Ouro de Santo António, situadas um pouco mais acima dos terrenos da quinta. As minas iniciaram a sua exploração na década de 50 do século passado, mais precisamente, nos anos de 1953 e 1954, como o podem comprovar os documentos existentes. No entanto, o proprietário continuou em contacto com as minas, pelo menos, até 1955.

Passados alguns anos a trabalhar na quinta, como caseiro, pagando uma renda anual, João César Rodrigues optou por comprar a Quinta da Picoila, em finais da década de 70, passando-a assim para o nome da família Rodrigues. Viria a falecer a 7 de Julho de 1980. Com as primeiras partilhas, logo em 1980,os terrenos desintegram-se da quinta e são repartidos pelos 8 filhos. Maria do Carmo Andrade, mulher de João César Rodrigues ainda morou na casa principal da quinta durante largos anos. Com a sua morte, a 5 de Agosto de 2002, fazem-se novas partilhas, estipulando-se que a casa e a capela existente, ficariam a pertencer às filhas Lucília e Exaltina. De referir, ainda, que um terço da quinta é pertença de outro filho, João Ferreira.

Quer a casa principal, quer a capela nunca sofreram obras de melhoramento, sendo que, aquando do início do presente projecto de Agro-turismo, ambas se encontravam em avançado estado de degradação.

Casa Principal e Capela
Na casa existem dois brasões: um, de pedra, na fachada exterior e outro, em madeira, no tecto de uma das salas.

Na capela foram celebradas inúmeras missas, uma vez que na freguesia de Granja não existia outra igreja. Era seu santo padroeiro, S. Torcato. Existia, nessa capela, um altar em talha dourada, ornamentos diversos e imagens, que foram vendidos pelo antigo dono, Domingos Caldeira do Amaral, restando apenas o sino, com o qual se dava o sinal para a missa e que todos os dias tocava.

Na quinta existe ainda um tanque em pedra, que serviu (e continua a servir) para lavar a roupa, bem como um cruzeiro que, devido a obras de melhoramento do largo principal, foi necessário muda-lo de lugar.

Actualmente, os terrenos que um dia pertenceram a uma só pessoa, agora estão divididos por oito e a casa já se encontra totalmente recuperada e reconstruída, com o objectivo de perpetuar o nome da família Rodrigues.

Diz a lenda que…
Quando alguém queria fazer mal a outra pessoa, ela não poderia fazer-lhe nada se essa pessoa estivesse a tocar no brasão exterior da casa.

Outra lenda adianta que, quem tivesse feito algum desacato e, por causa disso, tivesse que ser castigado, se colocasse a mão na argola que existia no brasão, já ninguém lhe podia tocar, ficando assim imune ao castigo. Por isso é que se diz que um grupo de pessoas queria bater num indivíduo porque ele havia cometido alguns roubos na aldeia. Quando se viu aflito, fugiu em direcção à Quinta, com o grupo de pessoas sempre a persegui-lo. Quando chegou ao brasão, com o povo a cerca de quatro metros de distância, conseguiu colocar a mão na argola do brasão, ficando assim livre do castigo popular.

 

Livro de Visitas

 
 
Fim de semana maravilhoso.
 
 
Mensagem: Excelente estadia.
 
 
Excelente estadia.
 
 
Mensagem: Super séjour, accueil chaleureux,...
 
 
Foi muito agradavel passar aí uma semana com...
 
 
Meu pai(alves dos santos seixas) nasceu e viveu...
 
 
gostei muito do ambiente, muito acolhedor.
 
 
eu achei muito bonito.
 
 
Adorei a quinta, o espaço, os donos.
 
 
O meu querido e saudoso pai nasceu em bebeses e...
 
 
Lindo, espectacular, ainda não tive oportunidade...
 
 
o lugar ideal para desligar do mundo e estar em...
 
 
muito agradavel e sempre bem recebido